Mais coisas sobre outras coisas de A a Z

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Este livro é inspirado numa história real. O ano era 1969. Durante o cursinho preparatório para faculdade, em busca de uma profissão, acabei assistindo 3 ou 4 sessões de fonoaudiologia para entender um pouco mais sobre a atividade. Uma delas me chamou muito a atenção: um espertíssimo garoto de 5 anos. Ao final perguntei qual seria a dificuldade daquele menino, tal sua vivacidade. "Ele não tem repertório", me respondeu a fonoaudióloga. Durante anos fiquei com isso na cabeça sempre pensando em escrever um livro infantil que pudesse, através da brincadeira de "o que é, o que é", introduzir objetos domésticos na vida das crianças.

De quando em quando escrevia um ou dois poemas e fui guardando. A idéia era explorar funções dos objetos, usos, materiais, cuidados. Quando percebi tinha uns 30 e poucos prontos.

Havia ali quase uma cartilha de A a Z. Selecionei as melhores, completei o abecedário, introduzi os conceitos de meio ambiente, preservação da natureza, cuidados com os materiais, num esforço para chegar a um livro para-didático. A partir daí, o encontro com a Elisa Sassi e o lindo projeto gráfico por ela desenvolvido.

A intenção é que o livro se torne um elemento quase ludoterápico, onde as crianças primeiro possam de maneira divertida descobrir os objetos. E, em seguida, desafiem seus amiguinhos a participarem da brincadeira.

Outra possibilidade é que os pais, com filhos menores desafiem seus filhos a descobrirem, durante a leitura dos versos, a que objeto estão se referindo, numa deliciosa e rica brincadeira.

Espero e desejo que gostem e aprendam com "Coisas sobre as coisas de A a Z.."

Meio auto-biográfico, meio ficcional, o livro traz a trajetória de um paulistano típico, nascido no Belenzinho, Zona Leste da Cidade, rua de terra, de família simples, e que viveu o bom e o ruim num cenário do pós-guerra, frequentou e se educou em Escolas Públicas, a busca pelo primeiro emprego, os anos de faculdade, entrelaçando seu desenvolvimento, sempre com uma certa visão critica, observando, engolindo, escorregando, derrapando pelas experiências que iam surgindo pela frente, até se encontrar no mercado publicitário.

Movimentou-se dentro desse mercado, experimentando a redação em agências de propaganda, e , por conta disso, descobriu e se embrenhou pelo mercado áudio-visual, escalando as várias tarefas até aportar-se como Diretor de Cena. Sempre resvalando na arte de escrever, bissexto na tentativa de escrever, foi acumulando olhar, anotando acontecimentos, vivências, frases, filmes, livrose as relações ricas de amizade.

Mais tarde ainda experimentou a vida acadêmica, como professor universitário durante mais de oito anos.

Do relato de uma vida de quem nasceu para ser figurante, como ele mesmo afirma, sublinha as amizades, o respeito e a riqueza da real interação com as pessoas, saber ouvi-las e aprender com elas, num país onde o desconforto contínuo com apolítica, o subdesenvolvimento e o excesso de celebridades o coloca num universo que batizou de desimportante.

Humano, critico, solidário, despretensioso, inventivo, apenas tenta através de suas experiências, traçar como vivem as pessoas comuns nas usas desimportâncias.